Um beijo na boca
Ah!
Se os olhos são janelas d’alma,
Com certeza seu portal reside
na boca.
Ali nascem os sorrisos .
Ah!
Se os olhos são janelas d’alma,
Com certeza seu portal reside
na boca.
Ali nascem os sorrisos que denunciam o desdém do que não se quer ou o
desejo do que não se resiste.
Não há algo mais evidente do que um mordiscar de
lábios incontidos e molhados.
Isso pede – não;
exige! – que se aproximem os hálitos sôfregos,
Que se respirem os anseios
mútuos,
Que se suspirem as emoções caladas.
Se a vida é realmente um sopro
divino,
isso mais se nota provindo do arfar do ser amado.
E o amor, em seus
melhores momentos,
também é entrega,
é deixar-se ser no outro.
E, assim, os
lábios se erram de si e se tocam noutros lábios.
É o prenúncio de uma aventura erótica quer esquecer o asco e permitir fluídos onde mais somos vulneráveis.
É o prenúncio de uma aventura erótica quer esquecer o asco e permitir fluídos onde mais somos vulneráveis.
As bocas se misturam sem freios nas salivas que têm um sabor único
do gosto de vida sorvido pelo amado.
E as línguas se acariciam num afago molhado de buscar segredos que a alma
E as línguas se acariciam num afago molhado de buscar segredos que a alma
Esconde.
E as almas
permutam seus corpos,
já não mais são nos seus invólucros.
É no outro que se
instalam e sentem o calor e a vibração que ali conjugados -
boca na boca - estimulam todo o resto a se amalgamar.
boca na boca - estimulam todo o resto a se amalgamar.
Nossas mentes são
o divagar do outro;
nossas mãos são a pele do outro;
nossas pernas são o
estremecer do outro;
nossos desejos são o prazer do outro.
Os seres se misturam
de corpo e alma porque um beijo na boca faz a junção sem limites do que se
entende por dois seres realmente apaixonados.
Um beijo na boca diz tudo que as
palavras que dali sai jamais poderão exprimir.


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