segunda-feira, 17 de março de 2014

Um beijo na boca




 Um beijo na boca 
Ah!
Se os olhos são janelas d’alma,
Com certeza seu portal reside na boca.
Ali nascem os sorrisos .



Ah!
Se os olhos são janelas d’alma, 
Com certeza seu portal reside na boca.
Ali nascem os sorrisos que denunciam o desdém do que não se quer ou o desejo do que não se resiste. 

Não há algo mais evidente do que um mordiscar de lábios incontidos e molhados.
   Isso pede – não; 
    exige! – que se aproximem os hálitos sôfregos, 



   Que se respirem os anseios mútuos, 
   Que se suspirem as emoções caladas. 
   Se a vida é realmente um sopro divino,
    isso mais se nota provindo do arfar do ser amado. 
   E o amor, em seus melhores momentos,
   também é entrega, 
   é deixar-se ser no outro.

    E, assim, os lábios se erram de si e se tocam noutros lábios.
 É o prenúncio de uma aventura erótica quer  esquecer o asco e permitir fluídos onde mais somos vulneráveis.



As bocas se misturam sem freios nas salivas que têm um sabor único do gosto de vida sorvido pelo amado.
 E as línguas se acariciam num afago molhado de buscar segredos que a alma
 
   Esconde. 

   E as almas permutam seus corpos,
   já não mais são nos seus invólucros. 
  É no outro que se instalam e sentem o calor e a vibração que ali conjugados -
boca na boca - estimulam todo o resto a se amalgamar.


   Nossas mentes são o divagar do outro;
 nossas mãos são a pele do outro;
 nossas pernas são o estremecer do outro; 
nossos desejos são o prazer do outro. 


Os seres se misturam de corpo e alma porque um beijo na boca faz a junção sem limites do que se entende por dois seres realmente apaixonados. 
Um beijo na boca diz tudo que as palavras que dali sai jamais poderão exprimir.

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